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Estudo de 242 dias no equipamento SIGNA Pioneer registrou ganho simultâneo de acesso, eficiência energética e redução de carbono, sem aquisição de novo equipamento.
SETEMBRO DE 2026, BARRETOS (SP). A GE HealthCare e o Hospital de Amor (Fundação Pio XII) concluíram um estudo de 242 dias que mede o efeito combinado da inteligência artificial sobre a produtividade e a pegada de carbono de um serviço de ressonância magnética. Com a tecnologia AIR™ Recon DL ativada no equipamento SIGNA™ Pioneer, a emissão de CO₂ por exame caiu 18,9% e o serviço economizou cerca de 965 kWh de energia elétrica, ao mesmo tempo em que ampliou o volume de pacientes atendidos.
O Hospital de Amor é uma instituição filantrópica de referência nacional em oncologia, com atendimento integralmente gratuito ao paciente. Nesse contexto, o ganho de eficiência não é apenas ambiental: cada minuto economizado na aquisição da imagem se converte em mais exames na agenda, diagnóstico mais precoce e menor tempo de espera.
É essa combinação que coloca o projeto no centro da estratégia da GE HealthCare, e não apenas na sua agenda ambiental. Sustentabilidade, acesso, inovação em IA e ciclo de vida do produto deixam de ser iniciativas paralelas e passam a ser lidos como um único movimento: tecnologia que entrega desfecho clínico, eficiência operacional e descarbonização na mesma decisão.
Os resultados do estudo
Mais desempenho sem novo capital
O diferencial do projeto está em ampliar o desempenho de um equipamento já instalado por meio do AIR™ Recon DL, solução de software da GE HealthCare baseada em deep learning. Com essa atualização, o Hospital de Amor aumentou sua capacidade de atendimento e reduziu o consumo de energia sem adquirir um novo sistema, evitando os impactos ambientais associados à fabricação, ao transporte e ao descarte de hardware, além do investimento de capital necessário para sua aquisição. A iniciativa também contribui para o compromisso climático da GE HealthCare de reduzir em 25%, até 2030, as emissões de CO₂ relacionadas ao uso de seus produtos pelos clientes, como parte do caminho para alcançar emissões líquidas zero em toda a cadeia de valor até 2050.
O estudo também aponta um potencial adicional de ganho à medida que a utilização do AIR™ Recon DL evolui. Nesta primeira fase, o Hospital de Amor optou por uma implementação conservadora da tecnologia, priorizando uma transição gradual dos protocolos clínicos. Experiências publicadas por outras instituições demonstram que configurações mais avançadas da solução podem proporcionar reduções ainda maiores nos tempos de aquisição e ganhos adicionais de produtividade.
O quarto retorno da inteligência artificial
A IA já vinha sendo medida na saúde por três retornos: desfecho clínico, produtividade e experiência. O estudo acrescenta um quarto, o retorno ambiental, e mostra que os quatro nascem da mesma decisão de investimento. É a leitura que sustenta a posição da GE HealthCare como líder da lista da FDA de dispositivos médicos habilitados por IA. Até o momento, a companhia soma 132 autorizações, com aproximadamente 80% dessas soluções disponíveis no portfólio brasileiro.
O contexto brasileiro
O setor de saúde responde por cerca de 4,4% das emissões líquidas globais, segundo estimativas da Health Care Without Harm. O desafio brasileiro, no entanto, é duplo: descarbonizar sem restringir acesso, em um sistema que ainda precisa expandir cobertura diagnóstica. Em mercados emergentes, aumentar a capacidade de atendimento nem sempre depende da aquisição de novos equipamentos. Muitas vezes, passa por aproveitar melhor a infraestrutura já instalada. Uma atualização de software pode ampliar o desempenho de um sistema existente sem exigir a compra de um novo equipamento, obras ou importação de hardware. Para gestores públicos e instituições filantrópicas, essa é uma alternativa de menor complexidade para ampliar o atendimento e utilizar melhor os recursos disponíveis.
“Este projeto mostra que a compreensão dos benefícios de uma tecnologia é o caminho mais poderoso para a sustentabilidade. Ampliamos o acesso dos pacientes a exames de alta qualidade diagnóstica, reduzimos a pegada de carbono da instituição e otimizamos o uso de energia, tudo isso sem demandar um equipamento novo. É esse tipo de resultado, medido e replicável, que conecta a nossa estratégia global à realidade da saúde brasileira”, valoriza Filipe Xavier, diretor de Branding, Comunicação e Sustentabilidade da GE HealthCare para América Latina.
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